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Paraná tem maior parcela de trabalhadores com nível superior do Sul do País

Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
O Paraná tem a maior parcela de trabalhadores ocupados com nível superior do Sul do País. Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) mostra que 20,3% dos empregados com mais de 14 anos no Estado completaram o ensino superior. Em Santa Catarina, o percentual está em 17,8% e no Rio Grande do Sul está em 17,1%. 

Os dados referem-se ao primeiro trimestre de 2016 e foram compilados pelo Ipardes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD) do IBGE. A média do Paraná também é superior à média nacional, de 17,9%. 

No primeiro trimestre de 2016, o Paraná tinha 1,1 milhão pessoas com superior completo trabalhando, contra 613 mil em Santa Catarina e 964 mil no Rio Grande do Sul. "Estes altos índices estão fortemente associados ao processo de industrialização em curso no Estado. A instalação de grandes empresas, bem como o fortalecimento das suas respectivas cadeias produtivas, favorece a criação de empregos de alto nível, a ocupação de mão de obra sofisticada, com salários mais altos", afirmou o governador Beto Richa. QUALIFICAÇÃO - De acordo com Julio Suzuki Júnior, presidente do Ipardes, o número é muito positivo, porque mostra a maior qualificação da mão de obra empregada no Estado. “Profissionais com superior completo também tem salários maiores, níveis de produtividade mais elevados nas empresas assim como uma taxa de empreendedorismo maior”, ressalta. 

UNIVERSIDADES ESTADUAIS - De acordo com o presidente do Ipardes, essa participação está relacionada diretamente com o alto número de pessoas que concluíram o ensino superior no Estado e com a presença forte das universidades estaduais nessa formação. 

Das 73,6 mil pessoas que concluíram o nível superior no Estado em 2014 (último dado disponível do Ministério da Educação), 14,1 mil se formaram em universidades estaduais. 

É uma proporção muito superior a que é verificada nos demais estados do Sul. Em Santa Catarina foram 40,8 mil formados em 2014, dos quais 1,4 mil em instituições estaduais. No Rio Grande do Sul, 57,6 mil pessoas concluíram a graduação, mas apenas em 341 em instituições estaduais. 

RECONHECIDO - O governador Beto Richa destaca que o papel das universidades estaduais na criação destes postos de trabalho também precisa ser devidamente reconhecido. “As universidades formam anualmente milhares de profissionais em todas as áreas do conhecimento. Não apenas estudantes graduados, mas também especialistas, mestres e doutores. Essa conjunção de fatores contribuiu para que o Paraná se tornasse a quarta maior economia do País e o Estado mais competitivo na atração de investimentos em toda a América do Sul". 

O Paraná é o Estado com maior número de universidades estaduais do Sul e, proporcionalmente, o que mais investe em ensino superior no Brasil, lembra o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, João Carlos Gomes. 

O secretário ressalta que a força do Estado está na interiorização do Ensino Superior Público e na qualificação das universidades, atualmente bem avaliadas em rankings nacionais e internacionais. 

“Os números refletem a importância das universidades estaduais para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Ao contrário do que acontece em muitos estados, no Paraná, nossas universidades em sua maioria, não estão nos grandes centros. Temos como grande diferencial a interiorização. O Governo do Estado investe no ensino superior, o que resulta em uma formação de qualidade e gratuita para o ingresso no mercado de trabalho.” 

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IBGE escolaridade da população ocupada 

A população ocupada do Paraná era de 5,45 milhões de pessoas no primeiro trimestre, de acordo com o IBGE. Desse total, 19,8% com certificado de ensino fundamental ou equivalente incompleto; 11,3% com fundamental ou equivalente completo; 5,3% com ensino médio ou equivalente incompleto; 30,6% com ensino médio ou equivalente completo e 4,7% com superior ou equivalente incompleto e 20,3% com superior completo. Apenas 8% desses trabalhadores não possuem instrução ou tem menos de um ano de estudo. 




Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
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