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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Mais de 340 pessoas denunciadas em 4 anos de investigação - Força Tarefa MPF/PR

Último acusado é engenheiro ligado ao ex-diretor da Petroquisa e vai responder pelo crime de lavagem de dinheiro.

Após quatro anos e meio de investigação, já chega a 347 o total de denunciados pela força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR). O último investigado a ser formalmente acusado foi o engenheiro Douglas Campos Pedroza de Souza, pela prática do crime de lavagem de dinheiro no âmbito de dois contratos celebrados entre a Odebrecht e a Petroquisa, subsidiária da Petrobras, relacionados a obras no Complexo Petroquímico de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco.

A 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba aceitou a acusação na última terça-feira, dia 2 de outubro, tornando o engenheiro réu. Em decorrência dos contratos de aliança firmados para as obras, a Odebrecht ofereceu e efetuou o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, dentre os quais Djalma Rodrigues, ex-diretor da Petroquisa e pai de Douglas.

As investigações apontam que ele recebeu o correspondente a R$ 16,1 milhões entre 16/12/2010 a 19/03/2014 mediante transferências no exterior através das contas em nome de três offshores controladas pelo grupo empresarial, para contas em nome das offshores Spada Ltd., no Stanrdar Chartered Bank, em Londres, no Reino Unido; Maher Invest Limited, no Standard Chartered Bank, em Genebra, na Suíça; e também no BSI Overseas, nas Bahamas e no Greenwich Overseas Group Ltd., no Lloyds Bank, em Genebra, na Suíça.

Douglas Campos Pedroza de Souza é apontado como o controlador e beneficiário das contas offshores Maher Invest, Spalda Ltda. e Greenwich Overseas. Desta forma, o engenheiro atuou na ocultação e dissimulação do produto de crime de corrupção, cujo autor foi seu pai. Tanto Douglas quanto Djalma foram alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão na 52ª fase da Lava Jato, que foi deflagrada no mês de junho.

Além do próprio ex-diretor da Petroquisa, outros agentes públicos e empresários envolvidos no esquema também são réus na ação penal de nº 5023942-46.2018.404.7000, que já tramita na 13ª Vara Federal Criminal. São eles: Rogério Santos de Araújo, Márcio Faria da Silva, Glauco Colepicolo Legatti, Isabel Izquierdo Mendiburo Degenring Botelho, César Rocha Ramos, Maurício de Oliveira Guedes, Paulo Cezar Amaro Aquino e Olívio Rodrigues Junior.
Até o momento foram protocoladas 82 denúncias contra 347 pessoas na Lava Jato em Curitiba. As primeiras acusações ocorreram em abril de 2014 e, desde então, o tamanho da investigação aumentou consideravelmente. Entre os crimes pelos quais mais de uma centena de pessoas tornaram-se réus estão lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, fraude a licitação, organização criminosa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, crime contra a ordem econômica, embaraço a investigação de organização criminosa, falsidade ideológica, etc.

Ao todo já foram proferidas 46 sentenças, gerando 215 condenações contra 140 pessoas. O total de pena chega a 2.036 anos, 4 meses e 20 dias de pena.

Confira anexa a íntegra da denúncia
Número do processo: 5036808-86.2018.404.7000
Lava Jato – Acompanhe todas as informações oficiais do MPF sobre a Operação Lava Jato no site www.lavajato.mpf.mp.br.

Assessoria de Comunicação – Ascom
Ministério Público Federal no Paraná


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